"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
sábado, 2 de março de 2013
T054
tanto tempo de cabeça baixa no T054 me querem vomitar
estou no império do meio-amargo da minha doce condição de fidalgo
do tempo que cada hora me engole a razão
estou saindo de circulação, mas o T054 não baixou
nem minha engrenagem arriou
estou passando o tempo e sou passado
sou também a parada que esse busão do mundo espera.
T054
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