Moesto, o etê errabundo

"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.

domingo, 17 de janeiro de 2016

pressa asfalto quente
prece moderna

a mil são quilômetros por hora
cem mil são os que caem em módulos
qual tanques em campo armados
de guerra

quilômetros por cima de cabeça de gente
prece eletrônica
acelera à noite o corpo aviltado
Postado por Vitor Rodrigues Bruno da Silva às 18:38 Nenhum comentário:
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