sábado, 25 de maio de 2013

cashmire

um esfera desliza....
logo abaixo da sua altura e do fenomenal livro
que a apoia, um paisley felpudo./ Logo acima
a imatura e incompreensão do ator de muitos versos
mal urdidos, de uma vida rastejante e mal vivida
à caça de suas tetas, ou quem sabe de um ínfimo prazer
antes que morra.

Telúrica (I)

O mundo apressa a mim ser o que eu não sou
e meu próprio homem se apressa em criar um outro indivíduo
que talvez seja (eu) abandonado, (eu) mesmo ancorado por
terras que desconheço.
(?) Sou um que se senta e aguarda outro que o venha navegar na maré cheia, no leito das perdas, na cama do fausto que aqui dorme / se espraia na noite marrom do teu amor telúrico, onde insisto em desembarcar.

em condicional...

Por mais que o recolhimento seja a mim sina
sento onde possam me ver, onde meu universo congelado
tenha ao menos a contemplação do dinamismo de quem passa;
tenha a folha, a tábua rasa por onde se escrevem histórias de pulsão
que não sinto, nem ao menos o desejo de levantar e andar.
Sejam então por mim e nisso me refletindo tenho a certeza equívoca de ser
a vós todos.