Na pré-amazônia inconsolável
um indivíduo-homem flana
atravessando a fibra ótica, os veios reais
e alquímicos da cidade suja.
Põe seu chapéu de lado e desce transfigurado aos
pântanos por onde se vão os dias amaldiçoados
da Creta São Luís, de mendigos e artistas.
Seu único sólido e inflamável consolo é o cigarro.
Conveniente acende um à beira-mar e num vício
antigo e pós-moderno se deleita a criar seu próprio
universo, distante, sem saber-se vivo ou ainda morto.
a Tiago Máci.
"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Personha
Nem o atraso, nem mais a hora certa
Sou o momento
Pérfido, ofídico
de quem falsamente
não se atém mais a querer.
o cego que consola, remedia
o que ainda o esgota.
E toda hora é lograda ao caos
espreita o verme das verdades impossíveis.
O real,
jazigo,
se faz o maior dos venenos.
Sou o momento
Pérfido, ofídico
de quem falsamente
não se atém mais a querer.
o cego que consola, remedia
o que ainda o esgota.
E toda hora é lograda ao caos
espreita o verme das verdades impossíveis.
O real,
jazigo,
se faz o maior dos venenos.
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