Como se traduz o tempo?
Vejo que há um gosto claro de intuição
e um amargo simultâneo,
vivo de frustração.
Como pudera ser ?
se o anzol volta vazio
E o estômago cheia de saciedade?
Não nos vem nada na linha
e vem
vem a revelação incostatada mesmo
De um brio, um fragor
Solúvel no ar
Solúvel na eras
Mas irremediável ao sentido
arguto de um delírio.
Não se “traduz” o tempo. OK.
Ao menos sem um mínimo
de insanidade.