O vapor iônico embaça a superfície do box do banheiro
(de gotículas / de motel ).
Alguns minutos de profundo gozo: um corpo refrigerado e escorregadio sai da neblina.
Sua silhueta flutua numa cortina hipnótica sem cores, já que se embaraçaram num movimento etéreo.
Prostrado num vazio sanitário o "homem" que pensou amar aquela visão se levanta e sai
- sem dar descarga - indo de encontro ao quadro da solidão real, inimiga do sonho que acabamos de anular.
E tudo desce pela garganta, como aquele engasgo. Tudo desce para a fossa do esquecimento.
Hoje já sem dúvida: nunca amei, apenas A Moela.
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