Se o fiz bem > fiz sem sabê-lo > cresci sem tê-lo ao menos de lembrança
> e não foi nem desconfiança nos anos que olhei acima, olhei a mim > sem
ter uma expectativa respondida - sentei aqui > um baluarte, um membro rijo.
"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
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