O sabor da palavra gosto da manga atual
ainda verde apanhada na estação primeira
no tempo - sem tempo - postergado
do sabor verdadeiro, pitoresco
da fantasia imatura
tenra e reduzida infância, musa juvenil
que dantes, muito dantes
em hábito cego e normal
cozia e desfazia
cozia e desfazia
costurava iletrada, analfabeta
a seda primordial
face dupla da metáfora.
Dichava ao bel sabor
cada grama de rima e
prensada métrica
matemática, metronímica, compasada.
víamos, contemporâneos, colegas, companheiros
o todo rítmico
universo cada vez mais rarefeito
encarado de peito
por nossa poética da ignorância
ou ausência de sentidos.
E os velhos com isso ? Nem tão velhos assim
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