Jamais tive fé na cara.
Em minhas tralhas olhos, boca, nariz, bochechas
Mas nunca fé.
...que jamais (tu,vós) puseste(s).
Jamais transpareci sujeito de qualquer apreço...
do tipo énergico...admirável...sagaz.
Sempre fui homem de pena, ressentimento
E nada mais.
O olhar taciturno, a cara rota,
pouquíssimo simpático.
Talvez, um enigma:
O que esperar de indivíduo tão fora do senso,
Tão raso, tão nada ?
Ah, senhores, não sei que vêem.
Não sei que vêem, SENHORES !
Nem como tratas agradas.
Vós que sois lixo, então !
Deveria eu ser lixo como vós -
alternativa prática,
ao menos lógica.
Só não a vejo !
Ah, porque lixo ?
Ah, porque lixo,
Se não sois a extra-valia,
Pois sois o próprio valor;
O sol de que entorna o mundo:
Peripício, principício, precipício ?
Ah, que não sei, homem !
Só sei que sou
Sou e estou, e não mais o vejo
E onde foram ?
...DESCANSO (EU) ASCÉTICO E CONTEMPLATIVO...
Não sou isto que vêem (eles).
que quase não vêem a si.
Se vissem - eles vissem -
Ah, pena, não teríeis (voz, terias tu)
de mim.
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