"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Fiz-me apocalíptico ser dos teus sonhos.
Do teu estômago e de ti
(à volúpia posta a cumê, você).
Fiz balbúrdia, chacota longe aos teus ouvidos
E me fiz,
Nos meus delírios, homem da terra.
De vida nada simples - como se imagina -,
Mas em toda via fruitiva, altiva e real.
Isto tudo para que lhe confesso
Que não sou daqui, devota.
Que não vim daqui e para lá vou.
Vou para Aruanda ascender do ocaso
Do destino, desejo infigurado.
Ir pro esmo, Peloponeso.
Forasteiro, onde uno non sun,
Onde Poderoso ser apocalíptico do teu sonho eu sou,
Enquanto tu...
na perturbadora noite insone,nem ao menos sonhaste,
Pois que não viste a ti, nem a mim.
Como eu, como és ou como fomos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário