"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"Singular, como o "um", que são todos, no entanto...!"
...
No escuro abalado apenas pelo som
De objeto menos nostálgico que vitrola -
Diria o vintage -
E tão menos demolidor que radiola -
Diria o soundsystem man,
A voz do poeta sujo:
"Os homens são iguais em direitos, não em qualidades".
Fanho e já velhaco Gullar reverbera
E parece que cospe, não sei !
Se aproxima aos clássicos
Tão mais velhacos - eu sei -
Que qualquer quachar moderno.
Voa, penetra, aflige...
E no que mesmo pensava?
Creio que em poder dizer-te
Liso de pesos,
De martelos autocráticos,
Sem aspas _ fecha_travessão_sujeito...
Singular,
Dádiva ao plural!
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