quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Praia Grande, não estou aqui.

Descendo os Amores o sono me despertou.
Sono confuso e relutante de máquina;
Sesta para quem não há mais um sobressalto de cidade, de modernidade.
Praia Grande, não estou aqui.

Salto, vejo o mar.
Nosso beijo matinal, sempre um espasmo -
Luz, água, barco, grade.
Dois, três segundos, Praia Grande.

Dou as costas à tua boca
E me pareces, hoje, mais silenciosa.
Mais cândida, tu que és de apito, descarga,
De frêmitos, ambulantes, cada um por si.

Poucos falam, uns só fumam,
Não há jornaleiro.
Estou mesmo aqui ?

Teu amante partiu tarde ou estás mais serena?
Como se me não me tivesse aqui, Praia Grande.

Cansa-me indagar-te.
Vila Nova,
Nosso bocejo matinal.

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