"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
sábado, 20 de abril de 2013
antes as coisas davam um nó ao meu redor
hoje de repente o nó foi para dentro
e fundo me mostra as minúcias do que eu sou
e deixo de ser por esse mesmo defectível
que me amarrou, atou meus pés por anos.
Hoje vejo que a solidão e a desgraça não me foram
mais que prelúdio, a que me agarro e persigo, pois também a noite, a sombra
me levam a um entendimento claro de mim só.
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