"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
sábado, 13 de abril de 2013
Ad Vento
Sento no morro de onde vejo a tempestade se aproximar à essas "arrudiações"...cinzentas, natalinas e acadêmicas do "solar ilustrado" do Maranhão...sentindo o mar de longe, nem sabendo quantas daquelas procelas ao infinito da perda, da dor concreta do arborecer germinal de um filho pacato do solo me faltam à vida. Dai a conclusão nada calculada, mas sim experimentada, de que viver, então, seja este perene naufrágio nessas águas que nos levam a nós mesmos.
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