domingo, 20 de janeiro de 2013

Vedes, Moesto.

passos de menino me conduziram a isto
(ventura, amor, verve)
desejo irrealizável,
parecer proscrito que foi pro mundo sem devolução,
promessa que se desfez
em negação se fez
(desventura, ressentimento, solidão)

Mas...Mas...Mas...
até nisso excêntrico, ilógico...
o que há de mistério se nada insólito, tudo lúgubre, e impresso na face
e o óbvio ?

Relutas, no entanto, qualquer um na esquina saberia sem arroubos zeros de genialidade, Moesto:

- aquele moço estranho, inchado, flácido e empapado (vedes)
não parece lá muito certo.
estranho, ele, né ?
talvez, um louco!
(vedes) caminha e parece que não pisa onde quer
sempre um desvio a contra gosto do pé.

um dia cai e nem deixa história a contar.
História que amar o desamou.
E o que diremos ?

- Por certo, Moesto, que morreu aliviado
do mundo retirado.

dissolveu-se em (ventura, amor e verve) que quis.
raramente Infeliz.

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