"Moesta et errabunda", triste e errática, assim disse Baudelaire sobre a vida. E como o humor é a face risonha da liberdade, sempre haverá tolos por aqui para vulgarizar a fala do poeta. Por isso, sou (eu que nunca sou, mesmo que me faça por algum tempo) "Moesto, o etê errabundo", figura grotesca que desaba, pende do chão a que não se amarra; mergulha no seu poço de melancolia, inconstância,covardia e autoboicote.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Telúrica (II)
teia, terraço, trilho
caminho em direção ao mundo
regresso as ilhas abissais
ao solo concreto das tuas ancas frutiformes
querendo ser o fruto e o alimento dos teus seios
encher de mel a tua taça de tédio
fazer orbitar "teu olhos que não veem"
e os meus não tocam/ toca no fundo essa canção
e dos escombros do meu peito quase seco
transmigram todos os versos que não cantei à Terra, telúrica !
Mas a ti.
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